Acessórios, dores e adaptação: saiba como correr com segurança em Salvador
- Tiago Queiróz
- há 3 dias
- 3 min de leitura

A corrida tem se tornado cada vez mais popular no Brasil. De acordo com dados do Ticket Sports (plataforma de vendas de eventos esportivos), 45% dos inscritos em provas participaram de suas primeiras corridas em 2025, número que mostra o crescimento da modalidade no país.
Em Salvador não é diferente, em busca de qualidade de vida e saúde, diversas pessoas têm aderido a esse esporte. Porém, quando não praticada de forma correta, o que deveria ser um momento de bem-estar, pode ser tornar doloroso e frustrante.
Atuando em prol da saúde das pessoas há quase 20 anos, o profissional de educação física e diretor da assessoria esportiva Runners Club, Felipe Chokito, destacou algumas orientações que são essenciais para quem deseja começar a correr com segurança.
“Para começar de forma correta, o segredo não é correr o mais rápido possível, mas sim construir uma boa base. Realizar uma avaliação cardiológica antes de tudo vai garantir que seu “motor” está pronto para a carga. Outro ponto importante é a alternância entre a caminhada e a corrida.O iniciante não deve correr 5km direto. O certo é iniciar com o método de intervalos, exemplo: 2 minutos caminhando e 1 minuto trotando. Isso educa o corpo sem sobrecarregar o sistema cardiovascular”, explicou.
Chokito também afirma que o corpo precisa de regularidade. É melhor treinar 3 vezes por semana durante 20 minutos do que uma vez na semana por 1h. Além disso, quem deseja correr precisa construir músculos. Musculação ou exercícios funcionais são o “seguro de vida” das articulações.
Dores e lesões
Quem inicia no mundo da corrida pode sentir desconforto, o que é conhecido como ‘dor tardia’ após o treino. Ela é sinal de que as fibras musculares estão se adaptando. Essa dor costuma sumir em 48h.Vale destacar que dor articular/óssea como pontadas no joelho, canela, quadril ou tendão de Aquiles não são normais.
Já uma lesão costuma ocorrer quando o volume (distância), ou a intensidade (velocidade) superam a capacidade de regeneração do tecido.
“Com uma assessoria como a Runners Club, o risco é minimizado porque o volume é controlado matematicamente para cada tipo de perfil. Sentir dor crônica é sinal de erro na carga ou na biomecânica”, esclareceu.
Vale ressaltar que o corpo necessita de um tempo para se acostumar com o novo esporte.
As pessoas que priorizam ter um acompanhamento com uma assessoria esportiva seguem em média o tempo abaixo de adaptação:
1 a 4 semanas: melhora da coordenação motora e ajuste da respiração;
2 a 3 meses: o assessorado ganha adaptação fisiológica, o coração se torna mais eficiente e os músculos mais resistentes;
6 Meses +: Começam os resultados de performance. Com base sólida construída junto com a assessoria, o corpo está pronto para buscar tempos (pace) melhores ou distâncias maiores (10km, 21km), com baixo risco de quebra.
Outras dúvidas que as pessoas costumam ter é em relação aos acessórios que precisam utilizar para se sentirem mais seguros. Chokito fez questão de destacar que a segurança não tem a ver com luxo, mas com equipamentos eficazes.
O tênis, que é o mais importante, precisa ter amortecedor. Não precisa ser o mais caro, mas deve ser específico para corrida e adequado para o seu tipo de pisada (neutra, pronada ou supinada). Também é preciso ter atenção às roupas. É essencial evitar algodão porque retém suor, fica pesado e focar em tecidos como poliamida e poliéster (dry-fit). Para finalizar, é só adicionar o protetor solar e o boné e/ou óculos para proteger os olhos.
“No processo de evolução tem 2 itens importantes que podem incrementar o kit de acessórios: o relógio com GPS ou Smartwatch, que serve para monitorar o ritmo (pace) e a frequência cardíaca solicitada e o cinto de hidratação para treinos mais longos (acima de 60 min)”, finaliza Chokito.




Comentários